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ARAPUTANGA: Pregão prevê gastos enormes na contratação de sonorização

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Enquanto o assunto crise financeira é difundido piorando as condições de vida do cidadão, o argumento principal dos governantes para a falta de obras e certos serviços de boa qualidade invariavelmente é “não há dinheiro para investimentos”.

A tal falta de recursos é um argumento que pode não ser todo verdadeiro. Talvez falte mesmo é prioridade para investir os recursos naquilo que o cidadão acredita ser o fundamental para melhorar a vida do conjunto da população.

O período de festividades se aproxima e para tais ocasiões os recursos sempre aparecem. Vem aí o réveillon, carnatanga entre outras festas. A tradição de gastos não razoáveis vem de outros governos e, prossegue também, em Araputanga.

Uma amostra de que há dinheiro e, também há prioridades, é a realização do pregão 22/2015 realizado no dia 14 de outubro para registrar preços para futura e eventual prestação de serviços de sonorização, locução em eventos e, sonorização com carro de som em ruas.

A vencedora do certame apresentou o valor total, a bagatela de R$176.183,00 (Cento e setenta e seis mil, cento e oitenta e três reais) para prestar os serviços. O empresário prestador de serviços está correto: contratação de serviços tem seu custo e toda empresa, visa lucro.

AUSTERIDADE?

Todavia, há muito tempo a população espera que os gestores tenham postura mais austera e, apresente proposta que atenda às eventuais necessidades e ainda, faça o dinheiro render para aplicar em bons serviços, como por exemplo o fornecimento de água à população.

COMPRE EQUIPAMENTOS PARA SONOROIZAÇÃO

Os fiscais do dinheiro público deveriam demonstrar interesse quanto ao custo do pregão 22/2015. Quem sabe não é o caso de se fazer um orçamento para saber qual é o custo de um som completamente equipado para suprir as necessidades do município.

Certamente com o valor definido no certame é possível comprar todos os instrumentos e, do total anunciado, se investido com austeridade, ainda sobrará dinheiro para atender a outras áreas da municipalidade; mas, se o valor não for o suficiente é possível economizar e, em quatro anos qualquer prefeito pode comprar o que existe de melhor em instrumentos de sonorização.

PREFEITURA FECHADA

Supostos contratos que não atendem à causa precípua da municipalidade resultaram, pela primeira vez na história de Araputanga, no fechamento por mais de 30 dias, das portas da sede da prefeitura e, nos conduziu ao caos, melhor palavra para definir o ponto em que o Poder Executivo pode estar.

PERGUNTA INTRAGÁVEL

Uma questão continua a se impor. Ela deveria ser feita pelos fiscais do dinheiro público e,  respondida com sinceridade por aqueles que detém a caneta para gastá-lo: por que a coisa pública às vezes não é tratada sob o viés da eficiência e, ao mesmo tempo da eficácia?